terça-feira, 10 de junho de 2008

Política Pop Show

“(...) a televisão, com a sua informação fragmentada, fornece globalmente uma representação da política, por exemplo, como uma arena onde, continuamente, se sucedem pseudo-golpes de teatro, onde os temas se afastam reciprocamente das pessoas sem que se possa entender bem o que se pretende”. (WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. Pág.135).

A Política de hoje em dia vem usando de armas e fundamentos do meio publicitário para se promover. Tanto glamour, tanto estrelismo chegam a maquiar as reais concordâncias que os candidatos tentam agregar as suas campanhas. A beleza seduz o povo, pois é através desta estética que eles se espelham. Esta é a aparência que a própria massa consome, pois se trata de algo que representa certo patamar de status. As promessas e as realizações dos candidatos ficam em segundo plano (quando não esquecida e/ ou nem reconhecidas por alguns). “Para representar meu país, a pessoa tem que está bonito. Chique!”. Mas tais fatos não são levados a publico pela publicidade. As responsáveis por passar essa imagem de galã e/ ou herói-galã são as próprias mídias que através de seus produtos preenchem um termo de “Salvador” como alguém mais que conceitual. O povo está a deixar representar por uma figuratividade que envolve seus mais profundos desejos. Ele se deixar levar pelos brilhos dos holofotes.

“A função dos ídolos de massa na sociedade do espetáculo é viver o simulacro de uma vida plena que nos é continuamente roubada, como se não fossem, eles também, alienados nela”. (KEHL, Maria Rita. Muito Além do Espetáculo. Pág. 242).

O que vale a isso é a campanha presidencial de Luís Inácio Lula da Silva, em 2002, que fôra registrado seus bastidores no documentário Entreatos, do diretor João Moreira Salles. Neste filme foi captado imagens do atual Presidente do Brasil em ações mais reservadas longa da figura pública. “Lula fazendo a barba. Lula se preocupando com o nó de sua gravata. Lula sendo instruindo pelo diretor de sua campanha publicitária (Duda Mendonça) sobre o que dizer nos debates. Lula estilizando o modo como se veste etc.”.

Porém não há culpa por parte da área de publicidade. Também revogo que não seja culpa do mercado televisivo que faz do imaginário seu supra-sumo para a convivência com seus consumidores. “Então a culpa é do povo?”. Também não diria Isso. Se o povo deixa-se levar pelos recorrentes brilhos que os candidatos se dispõem é por justa e de certamente por algum desvio que a informação se cobre. O que faz um candidato ter mais popularidade que outro é por questão de simples carisma que ganha a simpatia das massas. O povo quer um amigo que possa confiar e que possa representá-lo. Por mais que seja uma figura pitoresca, mas que de grande fraternidade. Essa é a imagem do povo brasileiro!

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